Mostrar mensagens com a etiqueta sentires. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta sentires. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Poema para uma despedida ...

Tive que me despedir de uma equipa...venho aqui partilhar essa despedida...


Impressão digital

Os meus olhos são uns olhos,
e é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos,
onde outros, com outros olhos,
não vêem escolhos nenhuns.

Quem diz escolhos, diz flores!
De tudo o mesmo se diz!
Onde uns vêem luto e dores,
uns outros descobrem cores
do mais formoso matiz.

Pelas ruas e estradas
onde passa tanta gente,
uns vêem pedras pisadas,
mas outros gnomos e fadas
num halo resplandecente!

Inútil seguir vizinhos,
querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos!
Onde Sancho vê moinhos,
D. Quixote vê gigantes.

Vê moinhos? São moinhos!
Vê gigantes? São gigantes!


António Gedeão in "Movimento Perpétuo", 1956

Ver sozinho, é empobrecedor. Partindo dos múltiplos olhares de cada um, podemos ver muito mais e mais longe. Basta termos no olhar, essa vontade de construir e o positivismo para ver.

Apesar de todos os problemas, do ano complicado que vivemos, foi, para mim uma ano de novas visões.

Eu vou mas que fique uma equipa de olhares cruzados num objectivo comum.


quinta-feira, 7 de maio de 2009

Pensamento


Li, há algum tempo, um texto de Miguel Torga (datado de Agosto de 1946) de onde retirei um pequeno extracto, que hoje, ocasionalmente, me apareceu à mão. Sei que tenho um lirismo muito próprio, alguns dirão mesmo, infantilidade utópica. (Ei, tanta adjectivação!...) seja!

Fico felicíssima quando nos escritos de grandes autores, leio confissões que transparecem um sentir semelhante ao meu. Esse estado de identificação reforça o meu pensar, o meu estar…Sinto-me real!

A minha preocupação é que quase todos eles já partiram ou envelheceram…

"...Também tenho afectos(…) Abandono tudo para correr a casa dum amigo que está com dor de dentes, e passo uma noite em claro porque operei um doente, e ele pode ter uma hemorragia. Mas a minha fraqueza maior é não poder desprezar ninguém, mesmo os próprios inimigos. São meus semelhantes, apesar de tudo, e eu não consigo descrer do homem, seja ele como for. Em vez de os esquecer, trago-os no pensamento. Sofro por eles.

A minha grande alegria é admirar os outros, e procuro encontrar em cada um as linhas positivas do seu caminho. Afinal somos todos elos de uma grande corrente, e é pelos ferrugentos que ela pode quebrar. (…)”

quarta-feira, 6 de maio de 2009

segredo

Cá para nós que ninguém nos ouve...                        
A Avaliação de Desempenho Docente, "empurrou-me" para a "nobre" função de avaliadora. Parece um papel sinistro, não?
Pois nesta altura do ano lectivo, tenho a dizer-vos que, como tal, sou uma privilegiada...
Ao observar o trabalho das colegas fiquei muito mais enriquecida. Esvaziar-me das minhas posturas e abordagens é desenvolver a capacidade de me confrontar, reflectir e auto-avaliar.
Apreciei a participação activa de 116 crianças entre 0s 3 e os 6 anos de idade. Já viram a minha sorte? Foi fantástico!...olhos curiosos...diálogos...dedos no ar...sorrisos...sugestões...palmas...grupos...traquinice...caras de pasmo...de concentração...envolvimento.

Quanto ao mau do privilégio...todos sabem! São aquelas "coisas" vulgarmente denominadas de grelhas...em que quase tudo isto é transposto para quadradinhos.(SHiuuu!...não digam nada a ninguém!...)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Sem explicação

Inexplicável 

Inexplicavelmente…

A tristeza invadiu-me

Inexplicavelmente…

Apesar do sol, tudo é escuro                                      

Inexplicavelmente…

A música não me aquece                                        

Inexplicavelmente…

As lágrimas são a melodia da alma

Inexplicavelmente…

As palavras ficam pelo mutismo

Inexplicavelmente…

Arremessaram-me palavras laminadas

Porque… Inexplicavelmente…

Não sinto amor