Envolvi-me em aromas. E, a minha casa tem o cheiro das especiarias de um "souk" tunisino. E, qual fragância, espraia-se por toda ela como um forte abraço árabe.E, de permeio ao sabor colorido, sentimos a personalidade de uma casa. Não é uma casa qualquer! Não é só a minha casa, é a nossa casa, meu saboroso Walid!
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
terça-feira, 14 de julho de 2015
Não Digas Nada!
Não digas nada!
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender —
Tudo metade
De sentir e de ver...
Não digas nada
Deixa esquecer
Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada...
Mas ali fui feliz
Não digas nada.
Sabe-me bem este poema, quando do tanto que se poderá dizer, se fica calado como sábia forma de estar que acaba por ser uma forma de comunicar, mesmo sem falar.
domingo, 20 de julho de 2014
Rubem Alves
O inspirador do mote do meu blogue, o admirável Rubem Alves, que até parece ser meu familiar pelo sobrenome, partiu ontem lá de Campinas - Brasil, para uma eternidade qualquer fora da terra. Fica semeado em muitos corações, também no meu, e ele nem sabe disso!
Sinto-me empobrecida, profundamente comovida ao escrever estas poucas palavras. Há pessoas assim que tocam os outros.
O meu querido Rubem desfez os anos todos e voou...
sábado, 12 de julho de 2014
Psicodrama
Às vezes é assim...sem saber bem o que era, inscrevi-me nesta ação que foi promovida no ambiente escolar à laia de formação.
Gosto de aspetos relacionados com o psiquismo, as emoções, a complexidade do nosso ser e dos outros.
Foi assim que me vi envolvida numa ação de Psicodrama.
Só no dia conheci tal definição.
Psicodrama é uma psicoterapia de grupo, em que a representação dramática é usada como núcleo de
abordagem e exploração da psique humana e seus vínculos emocionais. Foi desenvolvida por Moreno, no século passado(1925) e, tem sido desenvolvida da forma como os seguidores se apropriam de tal conceito. Assim este procedimento dramático em que me vi envolvida, orientado pelo médico psiquiátrico e psicoterapeuta, Dr. Luciano Moura, visava fazer viver uma simulada sessão de Psicodrama, procedimento dramático como atuação terapeutica, em que se pretendia proporcionar ao grupo uma liberdade que nos permitisse sentir uma atemporalidade do imaginário. Para este momento foi escolhido um Protagonista com base na sua história de vida (imaginária). Pois...e foi aí que eu entrei ativamente. Fui escolhida pelo grupo (cerca de 20 pessoas) como tal. Dizer que fiquei "assustada" é simplesmente partilhar aqui o que senti naquele momento. Depois envolvi-me na dinâmica e passaram cerca de 2 horas sem que eu desse por isso! Todo aquele contexto, em que são utilizados uma série de instrumentos e fases pretende que o protagonista encontre espontaneamente novas soluções de vida. Foi uma experiência enriquecedora...aprendi também a descentrar-me de mim e a ver-me de fora de mim própria.Sem duvida que na nossa vida a nossa capacidade de agir de modo "adequado" perante novas situações, cria uma resposta inédita e transformadora de situações preestabelecidas.
sexta-feira, 4 de julho de 2014
العربية في قلب *
A sanjoanina história de encantar sobradense deixou o meu coração à mercê de Bugios e Mourisqueiros. E de terras de além mar, com o rendilhado da escrita, a doçura de um francês pausadamente falado, conheci um genuino mourisqueiro, sem espada nem roupa riscada, mas com a cor e o sabor das tâmaras africanas. Arrebatou o meu coração, preencheu-o de arabescos de amor, qual filigrana! E eu quero debruar a minha vida com esses arabescos como as rendas da minha avó Inês debruaram os meus lençóis. Porque os mourisqueiros já não habitam a serra! Há um que habita o meu coração.
*àrabe no coração
sábado, 21 de junho de 2014
50 pessoas...CLÁUDIO SILVA ALVES

Pai...
não basta dizer pai. É o meu querido pai!
O passar do tempo, a vida e os seus embates, as alegrias e os sofrimentos fizeram de facto identificar genuinidades, bondades, presenças valiosas. E se o meu pai era valioso a sua importancia reforçou-se na minha vida, pela postura e sobretudo pelo enorme afeto e amor.não basta dizer pai. É o meu querido pai!
Torna-se desafiante e muito, mas muito dificil, escrever sobre um pai assim, que impactou a vida de muita gente e a minha em especial. Uma criatura escrever sobre um dos seus criadores é intimidante. Qualquer abordagem à sua pessoa nunca ficará ao nivel do seu valor como pai, da sua presença positivamente marcante, do que é como referencia, como bondade.E não estou a exagerar!!!!!
O meu pai...
Fosse eu criança e diria que é fantástico, espetacular!
Sendo eu já adulta direi que continua uma presença importante. A idade fez-me analisar ao detalhe os momentos da sua vida e dar-lhe um valor enorme. Como é que um pequenino orfão de três anos com tuberculose resistiu à doença, a uma vida humilde, uma família simples e se empenhou para alcançar uma vida equilibrada, prosseguindo estudos, buscando sempre aperfeiçoar conhecimentos e alcançar profissionalmente cargos de topo, a par de um desenvolvimento académico, religioso e cultural de realce?
É de facto extraordinário! em vez de ser revoltado pela infância dificil , vaidoso pelos seus conseguimentos, descrente, convencido pelas capacidades demonstradas ...encontramos um homem sensível, honesto, vertical, com fé, simples, altruista, bom.
Lembro-me com muita saudade do meu lar de criança, da relação amorosa que teve com a minha mãe e da enorme intimidade entre os três. Foi um pai muito engraçado e brincalhão. Da sua postura, agora ainda mais sábia, guardei algumas máximas que me estruturaram como pessoa de bem.
"Não quero que sejas a melhor, quero que saibas!"
"Mais bem aventurada coisa é dar do que receber"
"Em tudo sede agradecidos"
"É sempre melhor falar a verdade...até porque mentir dá mais trabalho, tem que se fixar a mentira!"
"Não se ponha o sol sobre a vossa ira"
Tendo ficado sem mãe há dezoito anos foi uma benção continuar a ter o meu pai. Continuo a achar que a vida lhe pregou muitas partidas e que por vezes merecia melhor sorte mas...se ele aceita a vontade de Deus, quem sou eu para questionar? Apenas guardo os meus pensamentos e admiro a sua capacidade de aceitação e submissão ao divino.
Já lhe disse múltiplas vezes que um pai assim devia ter tido mais filhos!
Tenho um grande orgulho nele! Não sendo perfeito é um exemplo de vida! Cruzo-me frequentemente com gente que lhe tece os maiores louvores. Fico deliciada e vaidosa.Que pai!
O meu querido pai!
segunda-feira, 17 de março de 2014
Sepulcros
Os cemitérios são sempre locais em que se sente a contradição. Sentimos a paz num local de decomposição. Foi este msto de sentimentos que me afastou dos cemitérios, sobretudo após a morte da minha mãe. Talvez por isso deixei de lembrar a data da morte de quem amo para me lembrar da data do aniversário de nascmento, perpetuando assim uma presença desse alguém, que continua a envelhecer ao meu lado.
Mas ontem o meu pai lembrou-me que a minha mãe partiu há 18 anos. Incrível!..e quanta falta me faz!
E foi assim pensando em sepulcros que me lembrei do cemitério que recentemente visitei em Monastir. Transmite, sem duvida, a mesma paz...talvez mais, pela candura dos tumulos que se expoem em simplicidade numa alvura sem nada mais a preenche-los. Todos orientados para Meca. Há um ritualismo muito forte ligado ao funeral islâmico. Mas no meio do cemitério, entre tumulos, terra, palmeiras, a brisa e um pouco de sol...o que se sente é esse bem estar estranho de sossego. Nas sepulturas não podem ser colocadas lamparinas ou flores ou até adornos. Mas algo me chamou a atenção. Muitas delas tinham um pequeno circulo, às vezes com certa profundidade. Para que seria? Deram-me uma explicação muito bonita...é para por sementes para os pássaros, para que eles desçam, poisem e se alimentem...É sem duvida um local mais natural, menos sofisticado que os cemitérios ocidentais. Senti-me bem ali!
Mas ontem o meu pai lembrou-me que a minha mãe partiu há 18 anos. Incrível!..e quanta falta me faz!
E foi assim pensando em sepulcros que me lembrei do cemitério que recentemente visitei em Monastir. Transmite, sem duvida, a mesma paz...talvez mais, pela candura dos tumulos que se expoem em simplicidade numa alvura sem nada mais a preenche-los. Todos orientados para Meca. Há um ritualismo muito forte ligado ao funeral islâmico. Mas no meio do cemitério, entre tumulos, terra, palmeiras, a brisa e um pouco de sol...o que se sente é esse bem estar estranho de sossego. Nas sepulturas não podem ser colocadas lamparinas ou flores ou até adornos. Mas algo me chamou a atenção. Muitas delas tinham um pequeno circulo, às vezes com certa profundidade. Para que seria? Deram-me uma explicação muito bonita...é para por sementes para os pássaros, para que eles desçam, poisem e se alimentem...É sem duvida um local mais natural, menos sofisticado que os cemitérios ocidentais. Senti-me bem ali!
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Identidade
Nem sempre descobrir a nossa origem, tentar traçar uma árvore genealógica, fará de nós pessoas mais felizes. Poderá ocorrer o
contrário . Mas normalmente o sentido de
pertença a um agregado familiar estrutura-nos positivamente.
Há pouco tempo um primo do meu pai, com a bela idade de 89 anos, Januário Alves, fez aquilo
a que podemos designar de uma obra de arte. Desenhou de forma primorosa uma
árvore genealógica desde 1868 – 2012 e colocou como título : Grande Família de
Gente Boa, reunida em 6 gerações. Não posso esconder o meu deslumbramento e até
emoção com tal recolha e tal quadro.
E sem duvida que senti um enorme orgulho de pertencer a esta
família alargada. Ouvir as histórias dos relacionamentos desta família , da
solidariedade, do apoio uns aos outros, do sentido de clã, do esforço, do trabalho, da inter ajuda
deixa-me emocionada. Como é bom pertencer a estes antepassados. A história de
vida do meu pai vem complementar de forma viva e exemplar, toda esta visão
positiva que tenho dos “ALVES”. O que me orgulha não é o nome em si, não tem
nada de extraordinário, nem tão pouco
brasonado. O que há de extraordinário é sim o exemplo de gente de bem,
com caracter. Gente que foi multiplicando os “Alves”, transmitindo , talvez mesmo
pelo sangue, esta forma exemplar de estar na vida e construir uma família...em amor, porque o amor também se cuida e constroi.
Nunca mudei o meu sobre nome de família e hoje ainda me
sinto mais orgulhosa por isso. Nunca imaginei ver o meu lar destruído, mas já
que isso aconteceu, que bom que os meus filhos são “ALVES” e pertencem a esta teia de relações estruturadas, um forte
sentido de família em que a felicidade passava por fazer os outros felizes. Tenho as mais gratas
recordações dos meus antepassados!
E há pequenos sinais
que nos dão identidade.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Pensar que se muda!
Nesta sociedade atual há comportamentos masculinos que me
surpreendem de sobremaneira. Pondo de parte a covardia direi que há uma falta de personalidade atroz nos homens que
pensam ser muito certos de si mesmos ,machos e convencidos. De repente,
vai-se lá saber que metamorfose mental lhes dá, descaracterizam-se ou
despersonalizam-se. “Apaixonam-se” sempre por mulheres mais novas e passam a
fazer tudo o que essas mentes esclarecidas lhes propõem. Então é ve-los tipo
cachorrinhos amestrados! Dá-lhes uma cegueira qualquer.Na verdade estão velhos
mas acham-se uns jovens e até se convencem que fazem uma grande figorona na
submissão que têm à sua companheira. Depois…ah já não querem desempenhar o
papel de pais,mas normalmente, vai-se lá saber a santa ingenuidade de tais
fêmeas…por azar engravidam! E é ve-los com cara de avós a fazer o papel de pais
patéticos com camisas cor de rosa e tão modernos a empurrar o carrinho de bébé.
Isso é que é vida! Afinal a maioria destruiu uma familia para ter uma vida
completamente diferente…uau! Nem sei se
ria ou se chore! Gostava de entender esta deficiência mental que dá na mente
masculina, envolvendo-se com desesperadas mulheres mais jovens à procura de macho. Todos
eles se acham muito modernos e esclarecidos, olhando os restantes mortais como
coitados conservadores…e todos acabam a viver as mesmas vidinhas, com mais
modernices à mistura mas a mesma humanidade em variações da moda. Enfim!
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
pensamentos...
Porto, 1 janeiro de 2014.
O tempo chuvoso, o
chá quente, a possibilidade de não ter horários a pressionar, o recomeço, as
esperanças,a música, tudo se conjuga para uma reflexão.
E quando penso que pouco mais me pode surpreender
negativamente, tive as ultimas semanas a comprovar-me o contrário. Sendo alguém
que pensa e analisa…tenho pensado muito.
Descobri que a maioria das personalidades fortes de quem
me rodeia são “fachadas” de inseguranças, interrogações, dificuldade em gerir
emoções e decisões, pessoas com desiquilibrios, desenraizadas, em autênticos
curtos-circuitos mentais…zangadas não sei bem com quê e à procura constante
também não sei de quê. E essas personalidades tão fortes que por vezes parecem
derrubar os outros só com breves palavras, afinal…às vezes vejo-as diante de
mim a respirar fundo e a pedir um conselho.Elas que parecem dominar o mundo a
solicitarem o auxílio de alguém pacato que vai aprendendo a viver sem
psicólogos, sem psiquiatras, sem religiosidade, sem fármacos, sem grupos de
ajuda, …quase sempre sózinha!!!!!Outras vezes essas personalidades, contraditoriamente não têm personalidade! Sim porque a honestidade e a consciencia não são pertença de todos! Há muita gente sem caracter, pretensamente "exemplar"e pronta a apontar o dedo.Também aprendi que o velho ditado "só fala quem tem que se lhe diga!" é bem verdadeiro. Normalmente quem rapidamente julga os comportamentos alheios...ui, está cravado de incoerencias, de grandes faltas de carácter mas pleno de pretensiosismo e arrogância.
Às vezes senti-me frágil, dominada, dependente, submissa,
achando eu que tudo era uma personalidade fraca. Ah como estava enganada! Eu
fraca? Tenho muitas feridas que espero não as deixar agravar com o tempo, já que comigo o tempo joga ao contrário nestas questões. Tenho momentos de fraqueza, sou humana!
Caracterizaram-me há pouco como alguém de afectos
estáveis ,com sentido de família a par de uma aceitação do outro algo
invulgar (“tolerante”).Considero-me uma pessoa humilde mas humildade em demasia
pode parecer falsa modéstia…e eu tenho que convir que concordo com estas
adjectivações. Sendo alguém assim com esta sensibilidade, é evidente que tenho vivido
muita tristeza na vida. A desilusão provoca-me um grande mal estar. Não gosto de
me desiludir porque quem entra no meu coração, dificilmente de lá sai. Esse é um
grave problema “cardíaco” que tenho, que em muitas situações é um enorme bem. E
por isso tenho amizades de há “séculos” que me reencontram e dizem que sou de
facto especial.Mas na vida não lidamos só com pessoas de bem!É pena!
Vou tendo oportunidade de conhecer gente equilibrada e bem formada Personalidades afáveis com quem sabe bem estar.
Pessoas de grande formação académica mas de grande carácter e simplicidade que não precisam estar “escudadas”
numa personalidade forte que subjuga os outros. Pessoas fantásticas que sabem valorizar o que é
importante e o lugar de cada coisa. Pessoas
da minha idade que apesar do percurso de vida, de se considerarem cidadãos do
mundo porque ficaram desenraizados muito jovens e viveram em diversos países. São pessoas com um discernimento
enorme, com uma exemplar experiencia de mundo mas com a tranquilidade de quem constroi, quem caminha cuidando dos que consigo vão caminhando. Porque o bom e o saboroso da vida, o que lhe dá real sentido, não é
definitivamente o egoísmo, o prazer pessoal, o poder, a novidade, as habilitações, o dinheiro, as propriedades, um percurso
profissional brilhante, uma ânsia de ser importante, uma pseudo intelectualidade
ou pseudo modernismo. O que é verdadeiramente bom na vida,seja qual for o nosso contexto, são
de facto as pessoas, a família que construimos, o cuidado pelo verdadeiro amor ,a admiração
reciproca, aquilo que estamos a viver com alegria e que pode também fazer os
outros felizes. A ajuda que damos. As marcas positivas que deixamos nos outros.
Antes me quero com personalidades fracas!
Oxalá 2014 seja mais doce!
domingo, 29 de setembro de 2013
O que é o Dia Nacional do Pijama?
O Dia Nacional do Pijama é um dia solidário feito por crianças que ajudam outras crianças.
Neste dia, as crianças até aos 6 anos, nas escolas e instituições participantes, de todo o país, vêm vestidas de pijama para a escola e passam, assim, o dia, em atividades divertidas, até regressarem a casa.
O Dia Nacional do Pijama realiza-se a 20 de novembro de cada ano.
Este é um dia em que as crianças pequenas lembram, anualmente, a todos que uma criança deve crescer numa família.
O Dia Nacional de Pijama é uma iniciativa e marca registada da Mundos de Vida.
É um dia que promove a escola de valores - permite que as crianças aprendam a partilhar e a viver a solidariedade. É também um dia que liga a família e a escola - permite a celebração do valor da familia e a aproximação entre os pais e a escola.
O Dia Nacional do Pijama é, por isso, uma experiência educativa 3 em 1.
É formado por três componentes: (1) lúdica, (2) educativa e (3) solidária. E contribui para a relação escola-família.
Para se potenciar a riqueza pedagógica da iniciativa, o Dia Nacional do Pijama deve ser planeado.
No outro dia vi-me confrontada com esta informação, na escola onde trabalho. Pouco depois uma colega escreve-me entusiasticamente a falar na sua adesão a esta iniciativa. E eu resolvi ler melhor as informações disponíveis e...senti-me terrivelmente crítica, aquilo a que chamarão de "desmancha prazeres". Por trás de uma causa que será nobre, está uma promoção desajustada, quanto a mim.
Mas...porquê uma americanice destas para valorizar a importância de todas as crianças terem direito a uma família? e porquê andar de pijama todo o dia? Se fosse para incentivar a recolha de pijamas para crianças mais necessitadas...ainda fazia sentido mas...para valorizar a família? então porque não comemorar a sério o Dia 15 de Maio - Dia Internacional da Família? Não consigo entender a lógica de tal evento, muito menos a pedagogia e grande relação com a solidariedade... será defeito meu?
sábado, 28 de setembro de 2013
a Guida...
O sabor dos reencontros, com o sabor da cidade...a alegria, o sol e o rio...e o riso aberto de quem se gosta!...e o poder-se falar abertamente como outrora, sem preconceitos ou restrições e desconfianças a filtrar-nos a genuinidade...ah! não há sabor que se compare a tudo isto!
(nem mesmo o das caipirinhas de que a Guida tanto aprecia!)
(nem mesmo o das caipirinhas de que a Guida tanto aprecia!)
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Encontro...
16h30…
Porto…
Avenida
dos Aliados…
Esplanada
do Café GUARANY…
E
eis que quatro braços envolveram dois corpos, que se uniram com imensa emoção…Alguns
transeuntes pararam a testemunhar tal ato.
A
isso chamou-se abraço!
Mas
não era um abraço qualquer. Era genuíno, pleno de sentimento, de saudade e conseguiu unir
20 anos de distância….e a par da alegria, da ternura, havia a sensação de se
ter rompido o tempo entre o que foi e o que é, unindo tudo ali no presente. Vieram
as lágrimas e os sorrisos e então olhando-nos vimos que continuávamos nós, as
mesmas! A simplicidade, o sentirmo-nos bem, o à vontade como se tivessem
passado horas após o último encontro. Dizem que isso é próprio da amizade
sincera. Eu tenho a certeza que é!
sábado, 14 de setembro de 2013
Tristeza
Hoje estou particularmente triste e desanimada. Tenho uma
imensidão de paredes com quem posso desabafar, é o que vale!... O absurdo da
vida é quando ela prega más surpresas a quem é bom e deixa os maus do mundo nas
suas maléficas influências. Raio de mundo este em que tudo é ao contrário!
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Novo ano letivo...Bugios e Mourisqueiros
O Manual de Acolhimento 2013-2014, com um bonito design,oferecido a cada docente e demais pessoal pertencente ao Agrupamento de Escolas de Valongo, abria com um texto da minha autoria. O Tema aglutinador é-me particularmente caro e pediram-me uma pequena introdução a esta publicação de 21 páginas. Num universo de 190 professores, senti-me honrada com tal convite.

Novo ano letivo…
Agrupamento de escolas de Valongo…
Da mera designação instituída, algo
desafiante mas imposta, até à apropriação como realidade vivida, a de que somos
indivíduos, uma pluralidade heterogénea dispersa por um conjunto de escolas num
espaço geográfico entre Valongo e Sobrado. Foi percorrido um caminho e este
recomeço de ano, é já fruto de um trabalho colaborativo que mesclou territórios
geográficos, pedagógicos e até afetivos. Agregamo-nos num sentido já partilhado
e o novo logótipo transparece essa união. Reflete as características de uma
comunidade preenchida de saberes, tradições e cultura, em que o grande objetivo
é o de EDUCAR.
E, sem duvida que tradições fascinantes
como a Bugiada de S. João de Sobrado, são tesouros imateriais…
Esta festa singular, recriada anualmente a
24 de Junho em Sobrado, é participada com alma por toda a população sobradense,
tornando-se bela, contagiante, emocionante e direi inspiradora. E, nesse dia
festivo, todos, incluindo forasteiros, se sentem atores na encenação e evocação
de uma luta lendária entre BUGIOS
(Cristãos) e MOURISQUEIROS (Mouros).
Uma luta colorida, entre exércitos rivais que marcham ao som das Bandas
de música, saltitam, correm, confrontam-se… vencem!
O envolvimento popular e genuíno nesta
tradição é deveras impressionante. Na explicação dos sobradenses é Paixão e vem
no sangue deste povo!
Uma história assim tão rica não pode passar
ao lado da nossa comunidade escolar! E nesse sentido lhe daremos um destaque
especial, durante este ano letivo.
Mas, o que retiro de exemplar desta
festividade para o quotidiano de um professor, é o de nos encantarmos repetidamente
pelo nosso desempenho docente em cada novo ano, mesmo em tempo de crise a
desanimar-nos. Ensinar com alma, com paixão! A maior motivação para os alunos,
estou em crer que é o nosso exemplo contagiante…
Mais um novo ano letivo…vivámo-lo com
propósito e unidos, qual “exército lendário”!
sábado, 31 de agosto de 2013
Mercados
Tenho um conceito muito próprio de MERCADO.Este conceito não provém de definições teóricas que me foram inculcadas mas de vivências pessoais por várias partes do mundo.Por isso, programar visitar o mercado de uma qualquer povoação é antever coloridos múltiplos, mistura de aromas, cheiros variados, vozes apelativas, na sua maioria uma variedade de produtos alimentares caracteristicos do lugar. É sentir que vou entrar no ritmo de pulsação desse lugar, descobrir o típico, ouvir o linguajar espontâneo, cruzar-me com a população do local. Poder ver os rostos variados dos vendedores jovens, maduros e velhos mas que vibram com a venda dos seus produtos. Captar a diferença e saber deslumbrar-me por estar ali. Um espaço vivo, popular, único, imensamente cultural e com alma.
No velhinho dicionário da Porto Editora a definição é "lugar publico onde se compram mercadorias postas à venda; ponto onde se faz o principal comércio de certos artigos"
Talvez a minha definição tenha outra amplitude pois tem pinceladas de encanto à mistura, recolhidas pela vivências dos lugares.
Visitei há dias dois Mercados no Porto. Um foi o do BOM SUCESSO.O edifício sofreu um belíssimo restauro. Quando entrei, tive a sensação que estava na praça da alimentação de um qualquer Centro Comercial. Onde estava o mercado? Inegável que o espaço interior reabilitado, esteja lindo. Está muito agradável, bem decorado, bem concebido. Mas do popular e vivo passou para um espaço gourmet, algo elitista, numa zona citadina já povoada de centros comerciais. Olhei então os "vendedores"...tudo gente jovem bem "arrumadinha", mesmo estilo, como costumo dizer, tipo clones de civilização.Percorri mais um pouco o mercado e descobri uma zona de talho, frutas e florista entre outros, mas demasiado "supermercanizado".Comprando rosas na florista perguntei se alguns dos vendedores eram os de outrora e a sua resposta entristeceu-me :- "não nenhum!...tudo gente nova!" Tinham reconvertido o mercado, retirando-lhe a alma, aquela pulsação popular e, qual doutrina, converteram-no à civilização dos Shoppings.
Para mim deixou de ser Mercado!
Meditando em tudo isto, ganhei coragem e entrei no degradado MERCADO DO BOLHÃO.Aí há duas formas de o olhar...ou nos centramos na estrutura decadente do mercado, cheia de escoras, plásticos rasgados e um sem numero de coisas partidas ou olhamos as bancas dos vendedores, com a fruta colorida e bem cheirosa, os frutos secos, os legumes, o pão, os queijos, o peixe, a carne, a prova de vinhos, os chás, etc etc...E então sentimo-nos num mercado. Um mercado triste, é verdade! Tinha poucos compradores (também o visitei numa tarde quente!) mas tinha o jeito popular de mercado com mulheres de avental e rugas, a vender. Foi olhando tudo isto que senti uma enorme vontade de me expressar, não podia calar este meu sentir, de uma genuína portuense como eu, que tem já a idade da Ponte da Arrábida. Por favor, não transformem o MERCADO DO BOLHÃO, num outro Centro comercial! O Porto está degradado, desabitado...reconvertam o Bolhão num verdadeiro mercado que traga alma tripeira à cidade, um pulsar genuino, portuense, caracteristico e não standartizado. Já temos centros comerciais que chegue! Talvez seguir o exemplo do Mercado da Figueira da Foz que foi reabilitado este ano e continuou com a mesma traça, com os vendedores populares e o mesmo estilo de venda.Visitei-o este verão e está muito bonito!Um local que dá uso ao nome - MERCADO.
| mercado Figueira Foz - 2013 |
| mercado Figueira Foz - 2013 |
Urge não matar os mercados. Urge continuar com as tradições, os vendedores, a alma de um povo que dá vida aos lugares...
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
O meu pinheiro
O pinheiro do meu quintal faz brotar nos pinhões das suas pinhas, bicos de melros, pardais e rolas...
O pinheiro do meu quintal é uma maternidade em plena Primavera!
O pinheiro do meu quintal é uma surpreendente e viva caixa de música.
O pinheiro do meu quintal dança ao sabor da brisa oferecendo sempre a frescura das suas sombras.
Quem não sabe disto vê apenas o quintal e a caruma da árvore.
Que cega teimosia!
O pinheiro do meu quintal é uma maternidade em plena Primavera!
O pinheiro do meu quintal é uma surpreendente e viva caixa de música.
O pinheiro do meu quintal dança ao sabor da brisa oferecendo sempre a frescura das suas sombras.
Quem não sabe disto vê apenas o quintal e a caruma da árvore.
Que cega teimosia!
50 pessoas...HELENA e JOSÉ ALVES
Padrinhos da minha filha Ana Priscila...
Lembro-me do Zé praticamente desde que me lembro de mim própria. Filho do primo do meu pai - Sr. Januário Alves e da simpática D. Maria Teresa, foi alguém com quem convivi desde bem pequenina. As melhores recordações são as brincadeiras, as grandes gargalhadas, a praia, as corridas em S. João da Madeira, as atividades na Igreja, os almoços em sua casa...
| Jantar de 18 anos Prisca |
Nas voltas da vida, foram traçados largos círculos e afastamo-nos bastante. Mas estou certa que a ternura e a simpatia perduram.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
50 pessoas...WALID KEBBIS
| Avenida Brasil - Porto |
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