Tivesse eu tempo e sonho, voltava a construir uma nova família! Só assim a vida tem sentido!
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Família
Tivesse eu tempo e sonho, voltava a construir uma nova família! Só assim a vida tem sentido!
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Leituras...
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
O valor das coisas
sábado, 22 de setembro de 2012
deserto
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Incêndio em Caxarias - 2 Set.2012
Marrakech...
Ah aquela praça em Marrakech!...
Há locais que aumentam as pulsações, abrindo-nos sorrisos no rosto e no coração. Na praça Djema El-Fna fui abraçada pela mística ambiente. Um abraço de uma brutal sedução sensitiva. Um caos que deliciava todos os sentidos e provocava uma pulsação que constantemente me percorria. E dos sorrisos brotaram gargalhadas como nascidas dessa felicidade envolvente e desse estado de bem-estar. Toda eu vibrava! E isso do conceito europeu de bem -estar passar por ser confortável, organizado e limpo, não me pareceu ser verídico para mim. E senti-me imensamente feliz ali! O ambiente tinha-se derramado na minha alma! E emocionei-me naquele escuro contrastante da noite. porque a noite nesta praça era multicolor. A noite tornava tudo mais belo e mágico. A noite era o cenário de todo aquele mundo...qual Babel! E por momentos eu fui parte desse mundo e uma peça também colorida.E aí respirei uma mistura de odores em simultâneo, sentindo o quente da noite, do calor humano, das mãos que me empurravam e daquelas que me queriam vender.Ouvi a mesclagem sonora de ritmos e melodias como de uma música estonteante se tratasse. E do linguajar incompreensivel que me cercava, surgiam as tentativas de comunicação. E eu estava ali para sentir e comunicar sem restrições. E o encanto da lingua francesa abriu-me portas para o mundo árabe e quanto prazer me permitiu!
Vou guardar para sempre, estas imagens, estes cheiros, estes sons, esses paladares ...esse sentir pleno.Marrakech foi uma uma enorme experiência sensorial, uma abertura de mundo.
Tenho que criar uma praça Djema El -Fna na minha vida, onde possa mesclar tudo, encontrar a magia e numa extrema intensidade, viver o bem -estar e recriar uma nova felicidade em meu ser.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Tristeza e medo...
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
SORRISOS
sábado, 7 de maio de 2011
Dia das Mães

Desde muito pequena que me habituei a participar, no segundo domingo de Maio, numa cerimónia dedicada às Mães, que tinha (e tem) lugar na Igreja Protestante na qual a minha família se congregava. Era uma homenagem comovente em que as crianças participavam activamente. Desde a poesia, música e mímica tudo contribuía para enaltecer a figura materna.
O meu pai de flor branca na lapela.
Eu de flor vermelha na mão, bem juntinho da minha mãe.
Fui crescendo e, a dada altura, reparei que havia um outro dia da Mãe, mais celebrado entre Católicos e a sociedade em geral. Questionei-me, porquê dois dias ?…então procurei entender a razão destas celebrações separadas à mesma figura feminina e no mesmo mês de Maio.
Descobri que a ideia de instituir tal dia, partiu de Anna Jarvis. Anna M. Jarvis nasceu no dia 1 de Maio de 1864, em Webster, West Virginia, nos Estados Unidos.
Em 1905, quando a sua mãe morreu, chamou a atenção na igreja de Grafton para a importância de criar um dia especialmente dedicado a todas as mães. Três anos depois, a 10 de Maio de 1908, foi celebrado o primeiro Dia das Mães, na igreja Metodista em Grafton, West Virginia, onde ainda existe uma placa comemorativa com a seguinte inscrição: «Igreja Metodista Episcopal de Andrews - Igreja Mãe do “Dia das Mães”
A 10 de Maio de 1913, o Congresso dos Estados Unidos aprovou uma resolução, estabelecendo que o segundo domingo de Maio fosse considerado Dia das Mães. E, o Decreto incluindo este dia no calendário federal foi assinado pelo Presidente Woodrow Wilson, em Maio de 1914, com a presença de Anna Jarvis, do Secretário de Estado William Jennings Bryan e de alguns Senadores.
A ideia de usar duas flores (originalmente cravos) de cores diferentes, conforme ainda fosse viva ou não a mãe de quem a usava, foi também da mesma senhora.
Em poucos anos esta data foi aceite pela maioria das comunidades cristãs (de influência Protestante) e, com pequenas modificações, é comemorada até hoje. Seria objectivo deste dia consciencializarmo-nos sobre a importância das mães cristãs. Através de palavras, presentes, actos de afecto e de todas as maneiras possíveis deveríamos proporcionar-lhes bem estar e alegria. Celebrar o dia, também, em memória de todas as mães que partiram.
Em Portugal, até há alguns anos atrás, o dia da mãe era comemorado a 8 de Dezembro, mas actualmente o Dia da Mãe é no primeiro Domingo de Maio, em homenagem a Maria, Mãe de Cristo.
Amanhã é Dia das Mães…e eu de flor branca na mão!
domingo, 1 de maio de 2011
Esperança ?
Rubem Alves
quarta-feira, 6 de abril de 2011
"FELICIDADE REALISTA" ( Mário Quintana )
A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.
domingo, 6 de março de 2011
Acordo Ortográfico

Segundo a aprovação do Governo, a aplicação do acordo ortográfico da língua portuguesa no sistema educativo será já no próximo ano lectivo 2011/2012.
Mas, nota-se entre a maioria dos professores uma alergia a essa aplicação. Essa relutância não se sente unicamente no espaço escolar, muitos cidadãos referem-se a isso com um enorme desconforto e até aborrecimento.
Mas uma língua viva, cruza-se, evolui e renasce. O acordo ortográfico é o acto fúnebre de muitas das letras que ficaram mortas nas palavras que falamos. E isso é natural. Se assim não fosse ainda escrevíamos farmácia com “ph” entre muitas outras palavras. Então se esta escrita viva assim cresceu e se entrelaçou com outros povos que falam esta nossa língua, porque não acordarmos num português partilhado?
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Valor
Há acontecimentos pontuais que num curto espaço de tempo, valem uma preciosidade.
Bem sei que o conceito de valor pode ser discutido e discordado. Até podemos analisar o que será um bom investimento. A falar assim, até parece que percebo muito de Finanças e vou divagar sobre conceitos económicos ! Para dissipar duvidas passo a explicar.
Fui docente numa pequena escola durante 4 anos. Deixei-a, por questões profissionais, sem a retirar do coração. Pois na sexta-feira passada ao entrar nessa escola, no intervalo do recreio das crianças, senti-me qual Jesus Cristo na entrada Triunfal em Jerusalém. À medida que as crianças me olhavam e se certificavam de que era eu mesma, corriam na minha direcção e fitavam-me como se estivessem perante uma obra de arte magnífica, com o encanto e um sorriso mais alegre do que se estivessem a receber uma enormidade de gomas coloridas. Depois davam-me abraços, puxavam-me para me dar beijos e os rostos eram de autêntica satisfação. Até os que não tinham sido meus alunos estavam contagiados de alegria.
-Mas tu não foste aluno da professora!
- Fui fui!... uma vez que professora Cristina faltou e foi substituída por ela!
Senti-me ENORME!
Há lá maior satisfação, maior reconhecimento, saudação mais genuína, do que esta!
Quando estive naquela escola dei-me, envolvi-me e estabeleci uma convivência saudável com os alunos. Toda esta recepção estava no registo da afectividade e não do conhecimento. Hum…será isto o resultado de um bom investimento? Caso não achem, eu dou-lhe um valor imenso!
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Era uma vez...

Era uma vez uma coelhinha anã que passou de uma loja de animais para o quotidiano de um Jardim de Infância. Mas…como qualquer estória encantadora que se preze, teve que levar umas pinceladas de fantasia para nascer como uma verdadeira estória, a ser vivida por todas aquelas crianças.
Os dias seguintes foram dedicados a pesquisas sobre alimentação de coelhos, cuidados a ter com eles, higiene e muito mais. Quando todo o grupo já se achava capaz de receber esse novo “colega”, a professora telefonou ao Sr. Tomás (cujo contacto vinha na carta) e combinou tudo.A alegria e o nervosismo dessa chegada tornou todos ansiosos durante aquela ultima semana de Abril.
O Sr. Tomás levantava-se muito cedo e à hora que passava à porta da escola ainda estava tudo fechado. A solução foi deixar a coelhinha no café da esquina e depois o Grupo ir lá buscá-la. Mas…no dia marcado, o tempo não estava de feição e teve que ser a professora a ir busca-la ao café.O Senhor Tomás, homem muito cuidadoso, mandou-a com uma gaiola engraçada, com comedouro, bebedouro, feno e comida adequada.
E foi assim, no carro da professora que a coelha a quem chamaram de BOLINHA chegou, a 30 de Abril de 2008.
A partir daquele dia o coração daquele pequenino animal andava sempre acelerado. Todos queriam pegar, afagar, alimentar…brincar com esta nova amiga peluda e macia.
Aconteceram as mais deliciosas peripécias! Desde ter que provar lanches infantis nada ao seu gosto, até ter que ouvir histórias para adormecer, ser obrigada a entrar numa casa de legos, andar no bolso da bata, ter trela para não fugir, passear no atrelado do tractor (de brincar), tomar banho, ter

uma coleira com guizo…Era uma super-coelhinha! E a criançada vibrava com a sua presença. Nos fins de semana era muito viajada! Cada fim de semana ía para uma casa diferente. Aprendeu a controlar o stress e em situações duvidosas que a assustassem em demasia, passou a dar umas ferradelas.
Assim foi crescendo e por lá conviveu durante um ano.
No final desse ano foi viver para uma quinta verdadeira.
Recebi a noticia que morreu no passado dia 16 de Fevereiro de 2011.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
O que faz partir um dente!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Metro

terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Esperança...para 2011 e sempre

Dez réis de esperança
Se não fosse esta certeza
que nem sei de onde me vem,
não comia, nem bebia,
nem falava com ninguém.
Acocorava-me a um canto,
no mais escuro que houvesse,
punha os joelhos á boca
e viesse o que viesse.
Não fossem os olhos grandes
do ingénuo adolescente,
a chuva das penas brancas
a cair impertinente,
aquele incógnito rosto,
pintado em tons de aguarela,
que sonha no frio encosto
da vidraça da janela,
não fosse a imensa piedade
dos homens que não cresceram,
que ouviram, viram, ouviram,
viram, e não perceberam,
essas máscaras selectas,
antologia do espanto,
flores sem caule, flutuando
no pranto do desencanto,
se não fosse a fome e a sede
dessa humanidade exangue,
roía as unhas e os dedos
até os fazer em sangue.
António Gedeão
domingo, 5 de dezembro de 2010
Aroma de Natal...já pelo ar
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Outono
Apesar do sol não dourar e a chuva teimar em humedecer, as cores da folhagem outonal encantam-me. Muitos comparam esta época do ano ao entardecer da vida. Quem lhes dera ver humanos assim tão outonais! Eu sempre achei deslumbrante esta “passagem de modelos” arbórea. À medida que o calor se vai e nós nos vamos enroupando, muitas das árvores vão-se colorindo de castanhos, dourados e avermelhados de fim de estação. Pouco a pouco vão-se desnudando. Quando estiverem completamente nuas, nós estaremos completamente cobertos de agasalhos quentes. Por isso encantei com o Outono, desde criança! As árvores para além de corajosas fazem uma despedida belíssima ao seu vestuário de verão! (deixando as amostras das cores como pinceladas no chão).
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
DOENÇA
Há por aí muitos mortais que padecem de doenças do foro psíquico, maleitas físicas, dores diversas, síndromas da moda, alergias e doenças sazonais. Pois eu para além de sujeita a qualquer um destes males, descobri que tenho um problema crónico de ilusão. E digo isto com muita seriedade!...é verdade! Ora ao ter este problema, significa que de vez em quando tenho crises de desilusão. E essas crises dão daquelas dores de alma que demoram mais a passar que a tal da Gripe A. Por mais que tome medidas preventivas contra tal doença, o vírus é resistente e permanece sempre activo. Vai daí ando de crise em crise, de desilusão em desilusão. Agora que as crises são um pouco como os expectorantes e nos ajudam a expurgar o mal por uns tempos, também concordo. Depois, de repente vem uma corrente de ar de onde menos espero e pronto! Apanho uma “pneumonia” psicológica que me lixo!
Ando a tratar-me da última…
domingo, 17 de outubro de 2010
Morrer

Por vezes penso muito na morte...sobretudo quando estou triste. A morte é irreversível mas acaba com todo o sofrimento, quer físico quer psíquico. Cruzei os meus pensamentos com estes que aqui exponho, de Rubem Alves:
"Dir-me-ão que é dever dos médicos fazer todo o possível para que a vida continue. Eu também, da minha forma, luto pela vida. A literatura tem o poder de ressuscitar os mortos. Aprendi com Albert Schweitzer que a “reverência pela vida” é o supremo princípio ético do amor. Mas o que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de um ser humano? O que e quem a define? O coração que continua a bater num corpo aparentemente morto? Ou serão os ziguezagues nos vídeos dos monitores, que indicam a presença de ondas cerebrais?
Confesso que, na minha experiência de ser humano, nunca me encontrei com a vida sob a forma de batidas de coração ou ondas cerebrais. A vida humana não se define biologicamente. Permanecemos humanos enquanto existe em nós a esperança da beleza e da alegria. Morta a possibilidade de sentir alegria ou gozar a beleza, o corpo se transforma numa casca de cigarra vazia.
Muitos dos chamados “recursos heróicos” para manter vivo um paciente são, do meu ponto de vista, uma violência ao princípio da “reverência pela vida”. Porque, se os médicos dessem ouvidos ao pedido que a vida está fazendo, eles a ouviriam dizer: “Liberta-me”."
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Centenário da República

sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Um desconhecimento imperdoável...

Já ouviram falar da II Guerra Mundial?...uma aluna, de 15 anos, prontamente diz que sim à professora. Quando lhe é pedido para explicar à turma, sai uma explicação hilariante, que pode dar vontade de rir mas que é por si só angustiante pela tragédia e horror vividos, a que gente tão nova, nascida após a "Declaração Universal dos Direitos Humanos" vive alheia.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Enterrar...Bibliotecas
Soube ontem do falecimento do simpático avô António, já velhinho, que vivia em Sobrado. Foi um prazer conhecê-lo e apreciar a sua colecção de miniaturas de utensílios de madeira que ele mesmo talhou. Lindo! Há uma citação, referida frequentemente pelo meu pai, a que me acostumei , de que “quando morre um velho enterra-se uma biblioteca”. E, se durante muito tempo me questionava acerca desta afirmação, hoje compreendo-a. Quando um velho termina a sua vida, com ele partem inevitavelmente todas as suas vivências, saberes, histórias, cultura. E na diferença de vida de cada um, haverá sempre uma longa história , rica de experiências…Ficarão na nossa memória todas as pequenas recordações significativas, os comportamentos deliciosos e marcantes. No entanto a essência dessa vida…os escritos dessa história, são enterrados na morte.
E sabem, já vi enterrar bastantes bibliotecas!
domingo, 15 de agosto de 2010
Sobre o ver...
Definitivamente, eu que tenho o privilégio de ter os cinco sentidos apurados (assim os aprendi na Escola Primária), elejo a visão como o mais fantástico. Ver, é algo de fascinante! Podem pensar que passei por uma cegueira temporária, mas não! É verdade que muitas vezes só valorizamos o que possuímos pela falta que sentimos. E, quanto ao belo pensamento de Saint-Exupéry de que “O essencial é invisível aos olhos”, continuo a subscreve-lo mas com a ressalva de que os olhos são essenciais a muitas visões.
Poder viajar e deleitarmos o olhar em belas paisagens, nos diversos brilhos,
nos tons…encontrar a beleza de uma paisagem agreste, de um edifício histórico, de um mar tempestuoso, de uma pintura, de uma infinidade de flores, da transparência de um rio, do planar de um pássaro, do colorido de uma penugem, da iluminação nocturna, do olhar terno de um cão e descobrir as estrelas num céu escuro…é, entre outras tantas coisas, cultuar o nosso olhar! Os mais críticos e pessimistas dirão que sou uma romântica (até que não se enganam!) e que não vejo as más construções, o lixo, os incêndios, o mau gosto...
Vejo isso também! Claro que uma visão atenta vê tudo. Aplica-se à visão o que se aplica à forma como nos relacionamos, como desejamos a sociedade em que nos integramos, como construímos o universo das nossas relações, como contribuímos para um mundo melhor. Podemos ser bons ou maus seres humanos, temos toda a potencialidade para seguirmos qualquer rumo. Podemos captar só
terça-feira, 6 de julho de 2010
Partida de Matilde
Deixa contar...
Era uma vez
O senhor Mar
Com uma onda...
Com muita onda...
E depois?
E depois...
Ondinha vai...
Ondinha vem...
Ondinha vai...
Ondinha vem...
E depois...
A menina adormeceu
Nos braços da sua Mãe...
Matilde Rosa Araújo, O Livro da Tila
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Festas de S. João
Tradições fascinantes como a Bugiada de S. João em Sobrado, são relíquias de guardar na memória das nossas experiências de vida pelo mundo. Não fora o concurso de professores e, provavelmente, nunca conheceria uma Festa tão bonita.
A poucos quilómetros do Porto, com um santo popular também venerado na minha Cidade Invicta, com uma noitada muito calorosa, dificilmente seria cativada a deslocar-me a uma pequena vila vizinha, para um festejo Sanjoanino. Mas, o acaso do concurso levou-me até Sobrado. Quanta sorte!... Na minha alma tripeira há lugar para um S. João do alho porro, cascatas, balões e sardinhas, mas abriu-se também espaço para um S. João de Mourisqueiros, Bugios e as bandas a tocar.
Sobrado apresentando grandes traços de ruralidade, onde o dia a dia ainda corre ao sabor das estações do ano ,com habitantes pacatos e bastante humildes, nada me faria pensar que guardava uma história singular com uma representação tão fascinante, rica e colorida. Guardam um tesouro que é mostrado anualmente! A grande maioria dos Sobradenses vibram com esta festividade e nela têm um grande orgulho. Como costumam dizer, têm paixão pela Bugiada. Por isso, ir no dia 24 a Sobrado é como sermos actores e envolvermo-nos na representação de uma luta lendária ente Bugios (Cristãos) e Mourisqueiros (Mouros).
Ficamos contagiados pelo entusiamo e pela beleza desta Festa. Ver crianças bem pequenas a participar como Bugios é enternecedor e demonstra a vivência de uma tradição que tem alma. Alguns dizem que este gosto vem no sangue e perpetua-se de geração em geração.
Confesso-vos, eu devo ter levado uma transfusão!
domingo, 20 de junho de 2010
Epitáfio
teus grisalhos, tristes cabelos,
na terra vã desintegrados,
em pequenas flores tornados.
Todos os dias estás viva,
na soledade pensativa,
ó simples alma grave e pura,
livre de qualquer sepultura!
E não sou mais do que a menina
que a tua antiga sorte ensina.
E caminhamos de mão dada
pelas praias da madrugada.
Cecília Meireles, in 'Poemas (1942-1959)'
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Um dia assim...
domingo, 13 de junho de 2010
Teorias...

A nossa percepção do mundo e das pessoas advém da maneira como o captamos. Temos a tendência natural para encontrarmos regularidades, irmos caracterizando, categorizando e assim nos apropriamos da vida em sociedade. Muitas das nossas ideias, que achamos estruturadas e correctas constroem-se destas vivências. Isto tudo para dizer que nessas “leituras” que vou fazendo de quem me rodeia, cheguei a uma “teoria”. Uma “teoria” nada científica!
Há pessoas com quem me identifico claramente em poucos minutos, outras levam algum tempo para empatizar e outras ainda, tenho que aprender a compreendê-las. Mas, como sou humana, há aquelas por quem não nutro simpatia e nem tento comunicar. Um desses grupos era, nada mais nada menos, homens de cabeça rapada. As minhas poucas experiências de convívio e as figuras públicas com esse visual confirmavam esta minha conjectura. Para mim, estes eram homens convencidos, metrosexuais, de um vaidosismo doentio que até doía de tanta prepotência. Pessoas parcas em reflexões e sensibilidades, dadas ao culto do corpo. Resumindo, pessoas desinteressantes. Ora aqui estava a minha “teoria”.
Mas…o que havia de me acontecer? Em pouco tempo conheci três homens com este visual, que derrubaram este meu estereótipo. Todos têm a cabeça redondinha de calvície opcional e são excelentes seres humanos. Os três têm como inicial do nome a letra A. São os três da mesma estatura e são de uma ternura fascinante. Foi uma sorte tê-los conhecido! Tenho por eles uma enorme consideração.
O 1º A é de Abel. Líder religioso Protestante, com 62 anos de idade. Tem uma vasta cultura histórica e é alguém com quem se pode conversar horas a fio, sem se reparar que o tempo passa. É saboroso escutá-lo. Tem um grande coração e uma sensibilidade que me toca. É literalmente um cidadão do mundo, um defensor do ecumenismo e um bom homem de fé.
O 2º A é de Alexandre. Professor em funções de Direcção, com 32 anos de idade. A sua afabilidade e o tom de voz sempre baixo são a imagem de marca. Sem vaidade, revela-se um óptimo profissional e de uma grande dedicação. É alguém de quem se gosta naturalmente.
O 3º A é de Albino. Director de uma Escola, de 43 anos. Tem uma série de atributos intelectuais a que se pode juntar a sensibilidade, o encanto, a disponibilidade. Aplica a matemática à vida…arranja tempo para tudo o que considera importante, porque o organiza.
Estes pequenos tópicos apontados para cada um, são realmente diminutos face às suas qualidades.
A minha “teoria” ruiu! Conheci estes carecas espantosos! Agora estou a pensar…será que todos os homens válidos com estas boas qualidades têm o nome próprio a começar por A ?
(Foto recolhida na Internet, de um qualquer anónimo...)
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Quero sabedoria II

sábado, 5 de junho de 2010
Quero sabedoria
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Conjugação de passos
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Envelhecer
segunda-feira, 10 de maio de 2010
sábado, 8 de maio de 2010
À minha Mãe

Oh mãe!
domingo, 11 de abril de 2010
Rua do Almada
A Rua do Almada deve o seu nome ao governador geral da província e da cidade do Porto, João Manuel de Almada e Melo, enviado para a cidade no início do século XVIII, pelo Marquês de Pombal, a fim de reprimir a Revolta dos Taberneiros.
João de Almada e Melo tomou a iniciativa de renovar a cidade, "abrindo-a " para fora das muralhas e depois abrindo a "sua" rua [do Almada], que na altura se chamava Rua das Hortas, dando-lhe continuidade até à Praça da República.
As obras, naquela que se tornaria uma das primeiras grandes artérias da cidade, começaram em meados do século XVIII. A rua foi(...e ainda é), por um lado, o centro do comércio de ferrageiros, onde se comercializava tudo o que dissesse respeito a ferragens. Por outro, tornou-se uma das zonas aristocráticas do Porto, acolhendo, perto da Praça da Liberdade, as grandes famílias da cidade. Ana Plácido, a "amante querida" do escritor Camilo Castelo Branco, foi uma das célebres inquilinas desta rua.
A rua conserva, segundo Germano Silva, "as mais bonitas fachadas oitocentistas do Porto". Felizmente algumas delas têm sido reabilitadas e hoje dão morada a uma população mais jovem. Verdade!...Por lá mora agora o meu filho.







