Nem sempre descobrir a nossa origem, tentar traçar uma árvore genealógica, fará de nós pessoas mais felizes. Poderá ocorrer o
contrário . Mas normalmente o sentido de
pertença a um agregado familiar estrutura-nos positivamente.
Há pouco tempo um primo do meu pai, com a bela idade de 89 anos, Januário Alves, fez aquilo
a que podemos designar de uma obra de arte. Desenhou de forma primorosa uma
árvore genealógica desde 1868 – 2012 e colocou como título : Grande Família de
Gente Boa, reunida em 6 gerações. Não posso esconder o meu deslumbramento e até
emoção com tal recolha e tal quadro.
E sem duvida que senti um enorme orgulho de pertencer a esta
família alargada. Ouvir as histórias dos relacionamentos desta família , da
solidariedade, do apoio uns aos outros, do sentido de clã, do esforço, do trabalho, da inter ajuda
deixa-me emocionada. Como é bom pertencer a estes antepassados. A história de
vida do meu pai vem complementar de forma viva e exemplar, toda esta visão
positiva que tenho dos “ALVES”. O que me orgulha não é o nome em si, não tem
nada de extraordinário, nem tão pouco
brasonado. O que há de extraordinário é sim o exemplo de gente de bem,
com caracter. Gente que foi multiplicando os “Alves”, transmitindo , talvez mesmo
pelo sangue, esta forma exemplar de estar na vida e construir uma família...em amor, porque o amor também se cuida e constroi.
Nunca mudei o meu sobre nome de família e hoje ainda me
sinto mais orgulhosa por isso. Nunca imaginei ver o meu lar destruído, mas já
que isso aconteceu, que bom que os meus filhos são “ALVES” e pertencem a esta teia de relações estruturadas, um forte
sentido de família em que a felicidade passava por fazer os outros felizes. Tenho as mais gratas
recordações dos meus antepassados!
E há pequenos sinais
que nos dão identidade.