domingo, 5 de dezembro de 2010
Aroma de Natal...já pelo ar
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Outono
Apesar do sol não dourar e a chuva teimar em humedecer, as cores da folhagem outonal encantam-me. Muitos comparam esta época do ano ao entardecer da vida. Quem lhes dera ver humanos assim tão outonais! Eu sempre achei deslumbrante esta “passagem de modelos” arbórea. À medida que o calor se vai e nós nos vamos enroupando, muitas das árvores vão-se colorindo de castanhos, dourados e avermelhados de fim de estação. Pouco a pouco vão-se desnudando. Quando estiverem completamente nuas, nós estaremos completamente cobertos de agasalhos quentes. Por isso encantei com o Outono, desde criança! As árvores para além de corajosas fazem uma despedida belíssima ao seu vestuário de verão! (deixando as amostras das cores como pinceladas no chão).
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
DOENÇA
Há por aí muitos mortais que padecem de doenças do foro psíquico, maleitas físicas, dores diversas, síndromas da moda, alergias e doenças sazonais. Pois eu para além de sujeita a qualquer um destes males, descobri que tenho um problema crónico de ilusão. E digo isto com muita seriedade!...é verdade! Ora ao ter este problema, significa que de vez em quando tenho crises de desilusão. E essas crises dão daquelas dores de alma que demoram mais a passar que a tal da Gripe A. Por mais que tome medidas preventivas contra tal doença, o vírus é resistente e permanece sempre activo. Vai daí ando de crise em crise, de desilusão em desilusão. Agora que as crises são um pouco como os expectorantes e nos ajudam a expurgar o mal por uns tempos, também concordo. Depois, de repente vem uma corrente de ar de onde menos espero e pronto! Apanho uma “pneumonia” psicológica que me lixo!
Ando a tratar-me da última…
domingo, 17 de outubro de 2010
Morrer

Por vezes penso muito na morte...sobretudo quando estou triste. A morte é irreversível mas acaba com todo o sofrimento, quer físico quer psíquico. Cruzei os meus pensamentos com estes que aqui exponho, de Rubem Alves:
"Dir-me-ão que é dever dos médicos fazer todo o possível para que a vida continue. Eu também, da minha forma, luto pela vida. A literatura tem o poder de ressuscitar os mortos. Aprendi com Albert Schweitzer que a “reverência pela vida” é o supremo princípio ético do amor. Mas o que é vida? Mais precisamente, o que é a vida de um ser humano? O que e quem a define? O coração que continua a bater num corpo aparentemente morto? Ou serão os ziguezagues nos vídeos dos monitores, que indicam a presença de ondas cerebrais?
Confesso que, na minha experiência de ser humano, nunca me encontrei com a vida sob a forma de batidas de coração ou ondas cerebrais. A vida humana não se define biologicamente. Permanecemos humanos enquanto existe em nós a esperança da beleza e da alegria. Morta a possibilidade de sentir alegria ou gozar a beleza, o corpo se transforma numa casca de cigarra vazia.
Muitos dos chamados “recursos heróicos” para manter vivo um paciente são, do meu ponto de vista, uma violência ao princípio da “reverência pela vida”. Porque, se os médicos dessem ouvidos ao pedido que a vida está fazendo, eles a ouviriam dizer: “Liberta-me”."
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Centenário da República

sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Um desconhecimento imperdoável...

Já ouviram falar da II Guerra Mundial?...uma aluna, de 15 anos, prontamente diz que sim à professora. Quando lhe é pedido para explicar à turma, sai uma explicação hilariante, que pode dar vontade de rir mas que é por si só angustiante pela tragédia e horror vividos, a que gente tão nova, nascida após a "Declaração Universal dos Direitos Humanos" vive alheia.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Enterrar...Bibliotecas
Soube ontem do falecimento do simpático avô António, já velhinho, que vivia em Sobrado. Foi um prazer conhecê-lo e apreciar a sua colecção de miniaturas de utensílios de madeira que ele mesmo talhou. Lindo! Há uma citação, referida frequentemente pelo meu pai, a que me acostumei , de que “quando morre um velho enterra-se uma biblioteca”. E, se durante muito tempo me questionava acerca desta afirmação, hoje compreendo-a. Quando um velho termina a sua vida, com ele partem inevitavelmente todas as suas vivências, saberes, histórias, cultura. E na diferença de vida de cada um, haverá sempre uma longa história , rica de experiências…Ficarão na nossa memória todas as pequenas recordações significativas, os comportamentos deliciosos e marcantes. No entanto a essência dessa vida…os escritos dessa história, são enterrados na morte.
E sabem, já vi enterrar bastantes bibliotecas!
domingo, 15 de agosto de 2010
Sobre o ver...
Definitivamente, eu que tenho o privilégio de ter os cinco sentidos apurados (assim os aprendi na Escola Primária), elejo a visão como o mais fantástico. Ver, é algo de fascinante! Podem pensar que passei por uma cegueira temporária, mas não! É verdade que muitas vezes só valorizamos o que possuímos pela falta que sentimos. E, quanto ao belo pensamento de Saint-Exupéry de que “O essencial é invisível aos olhos”, continuo a subscreve-lo mas com a ressalva de que os olhos são essenciais a muitas visões.
Poder viajar e deleitarmos o olhar em belas paisagens, nos diversos brilhos,
nos tons…encontrar a beleza de uma paisagem agreste, de um edifício histórico, de um mar tempestuoso, de uma pintura, de uma infinidade de flores, da transparência de um rio, do planar de um pássaro, do colorido de uma penugem, da iluminação nocturna, do olhar terno de um cão e descobrir as estrelas num céu escuro…é, entre outras tantas coisas, cultuar o nosso olhar! Os mais críticos e pessimistas dirão que sou uma romântica (até que não se enganam!) e que não vejo as más construções, o lixo, os incêndios, o mau gosto...
Vejo isso também! Claro que uma visão atenta vê tudo. Aplica-se à visão o que se aplica à forma como nos relacionamos, como desejamos a sociedade em que nos integramos, como construímos o universo das nossas relações, como contribuímos para um mundo melhor. Podemos ser bons ou maus seres humanos, temos toda a potencialidade para seguirmos qualquer rumo. Podemos captar só
terça-feira, 6 de julho de 2010
Partida de Matilde
Deixa contar...
Era uma vez
O senhor Mar
Com uma onda...
Com muita onda...
E depois?
E depois...
Ondinha vai...
Ondinha vem...
Ondinha vai...
Ondinha vem...
E depois...
A menina adormeceu
Nos braços da sua Mãe...
Matilde Rosa Araújo, O Livro da Tila
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Festas de S. João
Tradições fascinantes como a Bugiada de S. João em Sobrado, são relíquias de guardar na memória das nossas experiências de vida pelo mundo. Não fora o concurso de professores e, provavelmente, nunca conheceria uma Festa tão bonita.
A poucos quilómetros do Porto, com um santo popular também venerado na minha Cidade Invicta, com uma noitada muito calorosa, dificilmente seria cativada a deslocar-me a uma pequena vila vizinha, para um festejo Sanjoanino. Mas, o acaso do concurso levou-me até Sobrado. Quanta sorte!... Na minha alma tripeira há lugar para um S. João do alho porro, cascatas, balões e sardinhas, mas abriu-se também espaço para um S. João de Mourisqueiros, Bugios e as bandas a tocar.
Sobrado apresentando grandes traços de ruralidade, onde o dia a dia ainda corre ao sabor das estações do ano ,com habitantes pacatos e bastante humildes, nada me faria pensar que guardava uma história singular com uma representação tão fascinante, rica e colorida. Guardam um tesouro que é mostrado anualmente! A grande maioria dos Sobradenses vibram com esta festividade e nela têm um grande orgulho. Como costumam dizer, têm paixão pela Bugiada. Por isso, ir no dia 24 a Sobrado é como sermos actores e envolvermo-nos na representação de uma luta lendária ente Bugios (Cristãos) e Mourisqueiros (Mouros).
Ficamos contagiados pelo entusiamo e pela beleza desta Festa. Ver crianças bem pequenas a participar como Bugios é enternecedor e demonstra a vivência de uma tradição que tem alma. Alguns dizem que este gosto vem no sangue e perpetua-se de geração em geração.
Confesso-vos, eu devo ter levado uma transfusão!
domingo, 20 de junho de 2010
Epitáfio
teus grisalhos, tristes cabelos,
na terra vã desintegrados,
em pequenas flores tornados.
Todos os dias estás viva,
na soledade pensativa,
ó simples alma grave e pura,
livre de qualquer sepultura!
E não sou mais do que a menina
que a tua antiga sorte ensina.
E caminhamos de mão dada
pelas praias da madrugada.
Cecília Meireles, in 'Poemas (1942-1959)'
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Um dia assim...
domingo, 13 de junho de 2010
Teorias...

A nossa percepção do mundo e das pessoas advém da maneira como o captamos. Temos a tendência natural para encontrarmos regularidades, irmos caracterizando, categorizando e assim nos apropriamos da vida em sociedade. Muitas das nossas ideias, que achamos estruturadas e correctas constroem-se destas vivências. Isto tudo para dizer que nessas “leituras” que vou fazendo de quem me rodeia, cheguei a uma “teoria”. Uma “teoria” nada científica!
Há pessoas com quem me identifico claramente em poucos minutos, outras levam algum tempo para empatizar e outras ainda, tenho que aprender a compreendê-las. Mas, como sou humana, há aquelas por quem não nutro simpatia e nem tento comunicar. Um desses grupos era, nada mais nada menos, homens de cabeça rapada. As minhas poucas experiências de convívio e as figuras públicas com esse visual confirmavam esta minha conjectura. Para mim, estes eram homens convencidos, metrosexuais, de um vaidosismo doentio que até doía de tanta prepotência. Pessoas parcas em reflexões e sensibilidades, dadas ao culto do corpo. Resumindo, pessoas desinteressantes. Ora aqui estava a minha “teoria”.
Mas…o que havia de me acontecer? Em pouco tempo conheci três homens com este visual, que derrubaram este meu estereótipo. Todos têm a cabeça redondinha de calvície opcional e são excelentes seres humanos. Os três têm como inicial do nome a letra A. São os três da mesma estatura e são de uma ternura fascinante. Foi uma sorte tê-los conhecido! Tenho por eles uma enorme consideração.
O 1º A é de Abel. Líder religioso Protestante, com 62 anos de idade. Tem uma vasta cultura histórica e é alguém com quem se pode conversar horas a fio, sem se reparar que o tempo passa. É saboroso escutá-lo. Tem um grande coração e uma sensibilidade que me toca. É literalmente um cidadão do mundo, um defensor do ecumenismo e um bom homem de fé.
O 2º A é de Alexandre. Professor em funções de Direcção, com 32 anos de idade. A sua afabilidade e o tom de voz sempre baixo são a imagem de marca. Sem vaidade, revela-se um óptimo profissional e de uma grande dedicação. É alguém de quem se gosta naturalmente.
O 3º A é de Albino. Director de uma Escola, de 43 anos. Tem uma série de atributos intelectuais a que se pode juntar a sensibilidade, o encanto, a disponibilidade. Aplica a matemática à vida…arranja tempo para tudo o que considera importante, porque o organiza.
Estes pequenos tópicos apontados para cada um, são realmente diminutos face às suas qualidades.
A minha “teoria” ruiu! Conheci estes carecas espantosos! Agora estou a pensar…será que todos os homens válidos com estas boas qualidades têm o nome próprio a começar por A ?
(Foto recolhida na Internet, de um qualquer anónimo...)
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Quero sabedoria II

sábado, 5 de junho de 2010
Quero sabedoria
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Conjugação de passos
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Envelhecer
segunda-feira, 10 de maio de 2010
sábado, 8 de maio de 2010
À minha Mãe

Oh mãe!
domingo, 11 de abril de 2010
Rua do Almada
A Rua do Almada deve o seu nome ao governador geral da província e da cidade do Porto, João Manuel de Almada e Melo, enviado para a cidade no início do século XVIII, pelo Marquês de Pombal, a fim de reprimir a Revolta dos Taberneiros.
João de Almada e Melo tomou a iniciativa de renovar a cidade, "abrindo-a " para fora das muralhas e depois abrindo a "sua" rua [do Almada], que na altura se chamava Rua das Hortas, dando-lhe continuidade até à Praça da República.
As obras, naquela que se tornaria uma das primeiras grandes artérias da cidade, começaram em meados do século XVIII. A rua foi(...e ainda é), por um lado, o centro do comércio de ferrageiros, onde se comercializava tudo o que dissesse respeito a ferragens. Por outro, tornou-se uma das zonas aristocráticas do Porto, acolhendo, perto da Praça da Liberdade, as grandes famílias da cidade. Ana Plácido, a "amante querida" do escritor Camilo Castelo Branco, foi uma das célebres inquilinas desta rua.
A rua conserva, segundo Germano Silva, "as mais bonitas fachadas oitocentistas do Porto". Felizmente algumas delas têm sido reabilitadas e hoje dão morada a uma população mais jovem. Verdade!...Por lá mora agora o meu filho.
terça-feira, 23 de março de 2010
O que fazer?...o que pensar?...

Este meu espaço poderia chamar-se de Diário, se assim o fosse, na frequência. Nele confidencio os meus pensamentos que o quotidiano me leva a reflectir, derramo os meus sentimentos e os meus desabafos e alegrias. Estou a avisar o leitor para que não me apelide de chata!
Pois um acontecimento recente passado numa escola, levou-me a um encadeado de reflexões que hoje aqui exponho.
Perto da entrada dessa escola, num belo dia de manhãzinha, dois indivíduos resolveram oferecer aos alunos que passavam um pequeno livrinho azul…Uma professora atenta, de imediato denunciou o caso à Direcção, dizendo que uns tais de “Jeovás” estavam a distribuir livros às crianças. Resultado: uma recolha imediata pelas turmas de toda essa literatura. Fantástico!...A Escola é Laica!
Mas, será que alguém se preocupou em ver o que eram realmente aqueles livrinhos azuis, oferecidos na via pública? Esses livrinhos azuis não eram nada mais, nada menos, do que pequenos Novos Testamentos Bíblicos e continham ainda o Livro de Salmos e de Provérbios, portanto eram Literatura Cristã! Eram uma publicação custeada pelos GIDEÕES- Organização Internacional de Homens de Negócios, sem fim lucrativos, que se dedicam a difundir estas porções Bíblicas pelos Estabelecimentos Prisionais, Hotéis, escolas, repartições públicas, navios etc.
A vida ensinou-me a ser compreensiva. Às vezes tenho receio em dizer tolerante pois isso parece conter um certo sentimento de superioridade…tolero, logo sou superior, pois condescendo para com a inferioridade do outro.
O compreender nem sempre significa aceitar. Mas estruturo-me muito mais neste confronto de ideias e de culturas. O mundo é tão vasto e eu sou ínfima nesse contexto mundial! Estou sempre a aprender e a confrontar-me como pessoa.Por isso, sendo defensora de uma escola laica, acho este episódio estranho. Primeiro porque prezo muito a liberdade, também a religiosa. Depois acho esta atitude tacanha por parte dos professores e inábil por parte das pessoas que distribuíram a literatura, embora estivessem na via pública.
Para além de 3 sacos de lixo cheios...não sei o final da história!...
Na minha mente ficou a dúvida, se os indivíduos estivessem a distribuir folhetos com imagem da Nossa Senhora, haveria a mesma preocupação com a laicidade escolar? Se estivessem a distribuir propaganda a uma Sex shop, a uma bebida exótica açucarada, a professora seria na mesma actuante e preocupada com a Educação para a Saúde dos alunos? Se esta literatura fosse distribuída pelo Padre e pelas catequistas, qual a reacção?
Já agora nunca encontraram estas publicações em hotéis? Não me digam que só eu vejo estas coisas? Quando encontrarem uma destas publicações abram no livro de Provérbios, capítulo 3, versículo 13, lerão o seguinte:
"Bem aventurado o homem que acha sabedoria e, o homem que adquire conhecimento"
Amén
terça-feira, 2 de março de 2010
Lá longe...
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Domingos Barbosa

Vivo rodeada de pessoas. Aquelas por quem passo inadvertidamente, aquelas que os horários nos comprometem a ver diariamente e, aquelas que têm uma história especial que se cruza com a minha própria existência.
e, depois de eu morrer...
Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas-- a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.
Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as coisas sem sentimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.
Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso fui o único poeta da Natureza.
Alberto Caeiro
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
A ti Priscila...
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Noivado...casamento
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Para além dos Invernos
Vive uma árvore já adulta, num jardim de uma vivenda, numa Avenida de Valongo. Igual a tantas outras, desnuda-se pelo Inverno e tem folhas verdejantes em pleno Verão. Grande parte do ano é uma árvore vulgar. Estamos em pleno Inverno e eu olho-a em cada dia. Tronco escuro e ramos como que em forma de raízes a tentarem prender-se ao céu. Parece uma árvore seca, sem graça alguma. Passam-se meses em que a vejo assim.
Porém, eu sei que no final de Janeiro, mesmo com o céu toldado de cinzento e um frio de nos gelar os ossos, ela inicia o seu florescimento. Aí está a sua identidade. E eu conheço-a!Os meus olhos fazem o parto desse nascimento.
Olho-a sempre com a certeza desse alvo florir. Antecipo a visão de beleza que me vai deslumbrar. Sei que há um belo segredo no interior da seiva dessa Magnólia.
Ah! Se nós conseguíssemos olhar mais além!
Quantas pessoas são como esta árvore? Guardam uma beleza interior que nós não vislumbramos. Vemos o agora, o imediato e nem colocamos como hipótese a esperança! Quantas pessoas não vemos, ou só as vemos porque parecem ressequidas! Mas o pior é derrubá-las pela sua aparência!