
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
"Viagens na minha terra" sem Garrett, com Cleto...

domingo, 18 de outubro de 2009
Uma tristeza de morte
A tristeza faz parte da nossa vida, como muitos outros sentimentos. Direi que temos uma salada de frutas de sentimentos, e esses sabores misturados, de tão diferentes que são, tornam-nos humanos com algum sentido e equilíbrio. Mas, ter uma tristeza residente será igual a ter uma única fruta que vai azedando. E, à nossa volta quanto azedume sentimos! São sobretudo as pessoas mais vividas que guardam uma amargura que as vai corroendo de uma tristeza que se torna dor e depressão. Dirão que a vida lhes foi difícil, repleta de maus momentos, de azar, de maldade. Possivelmente até foi.
Hoje os meus pensamentos andam perdidos em torno de uma tristeza que poderá ser genética, química…
Tenho uma dificuldade enorme em ver pessoas tristes e deprimidas. Mas ver uma criança triste é desolador! É quase como não acreditar no futuro.
Distimia é uma doença do humor, uma depressão crónica em que a pessoa em causa apresenta baixa ou nenhuma auto-estima; sente-se desmotivada; tem falta de esperança, é negativista e por vezes tem pensamentos suicidas e pode apresentar comportamento agressivo ou irritantemente passivo.
Conheci uma menina linda, com esta doença. O seu rosto transparece uma tristeza enorme, onde não há brilho no olhar nem sorrisos nos lábios. Uma timidez imensa cobre-a de insegurança, limitando-lhe as palavras, tornando-a aparentemente apática.
Como compreender isso numa adolescente bonita, de corpo saudável? È terrível, creiam-no!
Que um velho desanime e perca a alegria, ainda consigo compreender mas, uma criança triste, traz a morte no olhar, choca de tão incompreensível.
Em momentos assim, agradeço a Deus as gargalhadas sonantes da minha filha, os sorrisos rasgados do meu filho e o meu bem estar. Tenho uma alegria estruturada dentro de mim que não quero nunca perder. Mesmo que tudo seja triste, que o desânimo me invada, continuo a sonhar, a acreditar, a rir e a brincar.